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Sunday, April 8, 2012

Behind the Scenes: Writer’s Log XIV

  Semana com pouco a anunciar a nível de escrita. Limitei-me a continuar a versão inglesa de "Crónicas Obscuras - A Vingança do Lobo" e reli "Crónicas Obscuras - O Pergaminho de Fenris", volumes I e II, em preparação para a continuação de "Crónicas Obscuras - Vínculos".

  Entretanto hoje, 8 de Abril de 2012, terminará o passatempo "A Vingança do Lobo" no blogue Tertúlia à Lareira e na página de "Crónicas Obscuras" no Facebook estamos a 25 seguidores de atingir os 500, altura em que terei de cumprir o prometido e fazer um conto com uma personagem de "A Vingança do Lobo" à vossa escolha.  

Sunday, April 1, 2012

Behind the Scenes: Writer’s Log XIII

  Enterrado o projecto CO-TP a semana passada dediquei-me à revisão da primeira secção da versão inglesa de "Crónicas Obscuras - A Vingança do Lobo" ("Dark Chronicles: The wolf’s revenge"). Tal como disse em Behind the Scenes: Writer's Log X tratou-se da criação de uma versão inglesa e não apenas uma tradução, porque acredito assim poder desapegar-me de certos elementos do original para procurar aproveitar melhor o potencial do novo formato.


  Se não servir para mais nada este trabalho foi útil para ver o quanto evoluiu desde "Crónicas Obscuras - A Vingança do Lobo".


  Na próxima semana, em preparação para a retoma de "Crónicas Obscuras - Vínculos" irei reler "Crónicas Obscuras - O Pergaminho de Fenris", volumes I e II.

Sunday, February 12, 2012

Behind the Scenes: Writer’s Log VI

  No último Writer’s Log contei-vos que terminei as revisões de “Crónicas Obscuras - Cicatrizes” e que ao longo da semana caber-me-ia decidir o passo seguinte: continuar “Crónicas Obscuras – Vínculos”, dedicar-me ao projecto CO-TP ou escrever alguns contos. Aqueles que acompanham o “Diário Visual” na página de “Crónicas Obscuras” no Facebook, já sabem que me decidi pelo projecto CO-TP, tendo gasto a semana a planear e a pesquisar para ele.

  Claro que isto não me impedirá de escrever um conto ou outro, caso a compulsão ou as propostas/desafios surjam.

  Porquê abandonar “Crónicas Obscuras – Vínculos” em detrimento de CO-TP? Em primeiro lugar, não irei abandoná-lo (seria incapaz de o fazer) apenas suspendê-lo. Segundo, faço-o em benefício dos fãs de “Crónicas Obscuras”, pois acredito que o projecto CO-TP, devido à sua natureza específica, tem potencial para chegar aos leitores antes de “Vínculos”. Embora seja uma história de mérito próprio, “Vínculos” está ligada às narrativas de “A vingança do lobo”, “O Pergaminho de Fenris” e “Cicatrizes”, tendo várias personagens em comum. Ora, mesmo que já estivesse terminado, provavelmente, “Vínculos” nunca seria publicada antes de “O Pergaminho de Fenris”. Por outro lado, apesar de ter lugar no mesmo universo literário, as histórias de CO-TP afastam-se dos volumes anteriores (na verdade, a nível das espécies de Ocultos, aproximam-se mais dos contos de “Crónicas Obscuras”).

  Será a melhor decisão? Desconheço. Mas, no meu ponto de vista, nada tenho a perder. No pior dos cenários, CO-TP permitir-me-á treinar e desenvolver personagens, enquanto “Vínculos” ficará a marinar, pousa que lhe permitirá evoluir.        

Tuesday, January 10, 2012

Lyrics - continuação de Behind the Scenes: Writer's log 1

  Em “Behind the Scenes: Writer I” (http://www.cronicasobscuras.blogspot.com/2012/01/behind-scenes-writers-log-i.html) mencionei que o vampiro Kurt Jameson, personagem que surge pela primeira vez em “Crónicas Obscuras – O Pergaminho de Fenris”, é conhecido por, volta e meia, introduzir citações e títulos de músicas nos diálogos, algo que condiz com ele e tem um resultado interessante no texto, todavia, não é feito sem algumas dificuldades.

  O problema com substituir parte de diálogo por referências musicais, tal como encontrar a citação certa para o local ideal, é que se elas não surgem naturalmente, dão uma trabalheira desgraçada a achar, requerendo muita pesquisa, repleta de avanços e recuos. Muitas vezes nem adiante que a resposta esteja numa música que tenhamos ouvido centenas de vezes, basta nas últimas horas ou dias termos outra banda sonora na cabeça para nos escapar. Como a última palavra na sopa de letras, podemos estar mesmo a olhar para ela e não a ver. Condicionados não só pelos nossos gostos, como por centenas de variáveis que nos leva a pensar, naquele exacto momento, em determinadas músicas em detrimentos de outras, somos obrigados a despender o dobro do esforço para conseguir um resultado satisfatório.

  É bem mais fácil mudar um diálogo para encaixar numa citação, do que encontrar a citação certa para um diálogo existente, uma vez que não se trata apenas de achar uma palavra ou outra, mas toda uma frase cujo sentido encaixe na perfeição.

  A coisa complica-se ainda mais quanto nos lembramos que as músicas seleccionadas não devem coincidir com os meus gostos, mas com os de Kurt, tendo de fazer sentido no que diz respeito à concepção da personagem e não podem ser posteriores a 2007.

  Passo a explicar, talvez nem toda a gente que leu “Crónicas Obscuras –A Vingança do Lobo” se tenha apercebido que a história ocorre no Verão de 2006, cinco anos depois da morte da família de Lance “Meia-Raça”, a 25 de Julho de 2001, uma das poucas datas referidas na obra, ora, uma vez que os eventos de “O Pergaminho de Fenris” e “Cicatrizes” têm lugar no Inverno seguinte, aproximadamente em Janeiro e Fevereiro de 2007, não faria sentido Kurt referir músicas posteriores.    

  Já agora um exemplo. Num dos capítulos existiram duas oportunidades para substituir diálogo por citações de duas músicas distintas de Guns N’ Roses (embora goste de algumas, não sou, exactamente, o maior fã da banda, porém, como tinha dito antes, o texto tem de reflectir os gostos de Kurt não os meus). Ora, como não quis citar a mesma banda duas vezes num capítulo tive de escolher entre usar Catcher in the Rye ou Dead Horse. Lembrem-se que a escolha não se prende com gostos musicais, mas com aquilo que faz mais sentido, sendo isso que me levou a pender para Dead Horse, após uma pequena pesquisa. Dead Horse faz parte do álbum Use Your Illusion I de 1991, enquanto Catcher in the Rye pretence a Chinese Democracy de 2008, um ano depois dos eventos de “Cicatrizes”, e embora eu pudesse contornar a questão com o facto de ter escapado para a Net um demo  Catcher in the Rye em Fevereiro de 2006, achei que fazia mais sentido que Kurt, nascido em 1962 e transformado em 1986/1987, tivesse uma maior familiaridade com a canção mais velha.    
  “Parece muito trabalho para tão pouco” dirão. Verdade, trata-se apenas de uma excentricidade da Kurt, um pormenor relativamente insignificante, contudo, na minha opinião, são essas pinceladas finais que dão textura às personagens, tornando-as de “coisas” a entidade interactivas. Não dá mais trabalho do que encontrar a arma certa para determinada cena ou pesquisar a fauna da área onde ocorre a acção. De qualquer modo, nem sempre dá trabalho. Como disse, por vezes os resultados saem naturalmente.    

Sunday, January 8, 2012

Behind the Scenes: Writer's log 1

  A primeira semana de 2012 não foi carne, nem peixe, ou seja, ficou aquém dos objectivos, mas também não resultou num completo desperdício.
  Na página de “Crónicas Obscuras” no Facebook foi activado o “Diário Visual”, sendo ainda demasiado cedo para dizer se foi uma ideia interessante ou nem por isso. No fundo, serão vocês, mais do que eu, os juízes.

  A revisão de “Crónicas Obscuras – Cicatrizes” avança devagar. Em parte porque sempre que alcanço um bom ritmo fico com a impressão que estou a ser descuidado, por isso, prefiro recuar, abrandar e reler com redobrada atenção. Afinal, as revisões não são para serem feitas depressa, mas bem. Não me adianta ficar todo satisfeito por ter verificado o texto todo em 4 dias, se depois tenho de fazer o triplo das revisões.

  O segundo motivo esteve relacionado com a especial atenção que tive de dedicar às intervenções do vampiro Kurt Jameson, muitas das quais precisei de rescrever na íntegra. 
  
  Entre outras coisas, Kurt Jameson, personagem que surge pela primeira vez em “Crónicas Obscuras – O Pergaminho de Fenris”, é conhecido por, volta e meia, introduzir citações e títulos de músicas nos diálogos. É uma característica que encaixa bem na sua personalidade e que não provocou problemas na narrativa anterior, contudo, revelou-se menos pacífica nesta, onde ele tem um papel mais destacado. Na versão 1.0 de “Cicatrizes” achei que tinha incluído o número suficiente destas referências, avaliação que mudei ao ler o texto na íntegra, considerando que preciso de colocar mais para reflectir na perfeição essa característica, mas não tantas que se tornem desinteressantes ou mesmo chatas.

  Como também eu não quero tornar-me muito chato, deixarei para outro post o desenvolvimento dos problemas específicos deste género de diálogo, para já, basta dizer que tentar fazer a substituição à medida que se revê o texto obriga a perder o dobro do tempo e quebra o ritmo de trabalho. De futuro, optarei por simplesmente marcar as secções, para lidar com elas no dias reservados em exclusivo para isso.

Thursday, December 29, 2011

2012

  Quando era adolescente, houve uma pessoa que me disse: “se conseguires alcançar os teus objectivos foi porque colocaste a fasquia muito baixa”. Embora seja uma filosofia polvilhada de desilusões, também motiva a procurar sempre ir mais longe. Assim sendo, os meus objectivos para 2012 poderão parecer um pouco ambiciosos, porém, se a meta estiver demasiado perto qual é a piada?

  Além de acabar o livro “Vínculos” e as revisões de “Cicatrizes”, pretendo começar e acabar o projecto CO-TP, conseguir publicar “O Pergaminho de Fenris” e “Cicatrizes”, assim como ultrapassar a cifra dos 500 seguidores na página de “Crónicas Obscuras” no Facebook, alcançado a dos 1000.

  De modo a monitorizar estes objectivos irei também iniciar no blog o espaço “Writer's log”, um post semanal, no qual direi o que fiz (ou, possivelmente, não fim) durante a semana, no que diz respeito a escrita.

  Ao mesmo tempo, irei desenvolver na página de “Crónicas Obscuras” no Facebook uma ideia que tive durante o NaNoWriMo, que consistia num diário visual do trabalho que desenvolvo, no qual todos os dias irei publicar imagens mediante aquilo que escrevi. Poderá não sair nada de jeito, mas gostava de experimentar.

  E vocês, quais são os vossos objectivos literários para 2012?

Monday, December 26, 2011

The road so far: Balanço de 2011

  Confesso tenho alguma dificuldade em indicar aquilo que fiz como escritor ao longo do último ano, em parte porque há coisas das quais já não me lembro e outras que não consigo balizar exactamente se foram em 2011 ou finais de 2010. Um bom argumento para começar a fazer um diário de escritor…
  Seja como for, aqui fica o que me lembro:

- terminei as revisões de “Crónicas Obscuras – O Pergaminho do Fenris”
- terminei os contos de “Crónicas Obscuras”, “O Preço”, “Vigília” e “O Farol”, tendo apresentado ao público os dois últimos.
- comecei a escrever “Crónicas Obscuras - Vínculos”, após ter organizado toda a estrutura da narrativa e feito a primeira fase da pesquisa.
- participei pela primeira vez no NaNoWriMo, com a história “As Últimas Crianças da Caçadora”.
- organizei, de uma vez por todas, o Bestiário, a lista de todas as criaturas mitológica que penso vir a utilizar em “Crónicas Obscuras”. 
- aumentei o número de seguidores da página no Facebook e do blog de “Crónicas Obscuras”.
- participei em sessões de divulgação de “Crónicas Obscuras – A Vingança do Lobo”.
 
  Quanto a 2012? Isso é assunto para o próximo post.

Thursday, July 14, 2011

Behind the scenes: Work in progress

  "So many books, so little time”, uma verdade incontornável tanto para os leitores como para os escritores. Pelo menos é essa a minha perspectiva, uma vez que tenho sempre a impressão que, por mais anos que viva, nunca terei tempo suficiente para contar todas as histórias de “Crónicas Obscuras”. Não consigo evitá-lo, quando estou a escrever uma surgem-me sempre mais para narrar, caminho que podem ser tomados, personagens que mereceriam mais “tempo de antena”. Por isso, não é de admirar que tenha começado a trabalhar em “Crónicas Obscuras – Vínculos” (nome provisório) mal acabei “Crónicas Obscuras – Cicatrizes”.


  Para já, não quero revelar muito sobre a história, por isso, apenas direi duas coisas: temporalmente a narrativa ocorre logo após o volume II de “O Pergaminho de Fenris” e nela ganhará relevância uma família que tem sido referida nas outras obras, mas sobre a qual pouco se desenvolveu.   

Tuesday, July 5, 2011

Behind the scenes: “Sonho com um Natal Azul” (2º conto)

  Este foi primeiro de uma série de contos natalício de dark fantasy concebidos para o concurso da antologia “Pesadelo de uma Noite de Natal”, promovida pela Antagonista Editora, por intermédio da Colecção Mir, cujo regulamento estipulava que: “O enredo do conto deve desenrolar-se, obrigatoriamente, na noite de 24 de Dezembro (véspera de Natal) numa localidade existente no território português.”

  Tendo tomado o gosto pela escrita de contos aceitei o desafio, aguçado pela especificidade dos parâmetros. Para a “localidade existente no território português” escolhi não uma, mas duas, dividindo-se a acção entre o cemitério de Buarcos e a casa do protagonista, na Figueira da Foz. O enredo foi desenvolvido em redor de dois elementos: Depressão Natalícia (daí o nome) e necromancia, tendo o último permitido usar algumas das criaturas presentes em “O Pergaminho de Fenris”.

 Figueira da Foz

Buarcos

Tuesday, June 14, 2011

Behind the scenes: bifurcações

  Sempre que escrevo uma história tenho dificuldade em deixar de pensar nas seguintes, especialmente nas ramificações, pois acho que há sempre mais a contar, quer seja uma perspectiva que ainda não explorei ou uma personagem que merece mais protagonismo. Assim sendo, não é de admirar que algumas das personagens e eventos de “A Vingança do Lobo” tenham servido de base para “O Pergaminho de Fenris” (volume I e II) e “Cicatrizes”.

  Embora cronologicamente posteriores ao primeiro livro e recorrendo a elementos deste, os outros volumes são narrativas de direito próprio e não necessariamente sequelas, podendo ser apreciados sem se ler “A Vingança do Lobo”, pois faço questão de fornecer todos os elementos necessários, para que aqueles que pegam numa história de “Crónicas Obscuras” pela primeira vez não se sintam à nora (embora espero que fiquem curiosos e com vontade de lerem as obras anteriores, mesmo sem precisarem de o fazer).

  Quanto ao facto de existirem eventos anteriores à narrativa que a influenciam, isso existe em todos as narrativas alguma vez contadas, quer tais elementos sejam explícitos ou implícitos. Afinal, todas as personagens têm passado…
  
  Tudo isto para introduzir a explicação sobre a origem e natureza dos três manuscritos já redigidos de “Crónicas Obscuras” (dos Contos falaremos noutra altura).
   
  - “A Vingança do Lobo”, tal como o nome indica, desenvolveu-se em redor da busca de um indivíduo por retribuição e o modo como isso afectou a vida de outros, influência essa que, em última análise, verteu para “O Pergaminho de Fenris” e “Cicatrizes”.
  
  - No volume I de “O Pergaminho de Fenris” somos apresentados a diversos grupos, que no volume II confluirão para Paris, em busca de um artefacto que é referido superficialmente em “A Vingança do Lobo”.
  
  - Quanto a “Cicatrizes”, foi a oportunidade de pegar em personagens de “A Vingança do Lobo” que tinha deixado de lado e aprofundar outras, ao mesmo tempo que contei a sua história como se fosse a primeira vez. Como é óbvio tenho muito mais para contar sobre este livro, todavia, para já referirei apenas que a narrativa decorre em Nova York e que cronologicamente é paralela aos últimos capítulos do volume I de “O Pergaminho de Fenris” e aos primeiros do volume II, envolvendo personagens que abandonam uma história para a outra.

Saturday, June 11, 2011

Behind the scenes: depois do “A Vingança do Lobo”

Olhando para trás fico impressionado com a dificuldade em situar os projectos temporalmente. Recordo-me que escrevi o conto “Y” depois do livro “X” ou enquanto concebia a obra “Z” e lembro-me do que se passava na minha vida durante esses períodos, mas tenho dificuldade em apontar uma data específica para o início e para o fim de cada projecto. Verdade seja dita, tendo em conta tudo o processo que envolve o nascimento de um livro não é de admirar.

Seja como for, recordo-me de após “A Vingança do Lobo” (muito antes da publicação) me ter lançado de cabeça em “O Pergaminho de Fenris” (originalmente não tinha este título e é possível que ainda volte a mudar, porém, para já podemos usar a denominação). De modo a evitar spoilers, para já, direi apenas que desde o início calculei que esta seria uma história muito mais extensa do que “A Vingança do Lobo”, mas mesmo assim fiquei surpreendido pelo volume que alcançou. Verdade, eu sou o seu criado, podia tê-la mutilado, eliminado parte, porém, era uma narrativa que tinha dentro de mim e não me imagino a contá-la de outra maneira. No fim, acabei por dividi-la em volume I e II, pois os espaços em que decorre a acção, tal como os eventos narrados, assim o permitem. Não obstante, se será assim apresentada nas bancas ou como um único volume dependerá da editora.      

Como imaginam, ainda terei muito para contar sobre o nascimento de “O Pergaminho de Fenris” (especialmente da pesquisa que efectuei durante o processo), todavia, isso terá de ficar para outra ocasião. No próximo Behind the scenes falarei da obra que sucedeu a “O Pergaminho de Fenris”.