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Sunday, February 12, 2012

Behind the Scenes: Writer’s Log VI

  No último Writer’s Log contei-vos que terminei as revisões de “Crónicas Obscuras - Cicatrizes” e que ao longo da semana caber-me-ia decidir o passo seguinte: continuar “Crónicas Obscuras – Vínculos”, dedicar-me ao projecto CO-TP ou escrever alguns contos. Aqueles que acompanham o “Diário Visual” na página de “Crónicas Obscuras” no Facebook, já sabem que me decidi pelo projecto CO-TP, tendo gasto a semana a planear e a pesquisar para ele.

  Claro que isto não me impedirá de escrever um conto ou outro, caso a compulsão ou as propostas/desafios surjam.

  Porquê abandonar “Crónicas Obscuras – Vínculos” em detrimento de CO-TP? Em primeiro lugar, não irei abandoná-lo (seria incapaz de o fazer) apenas suspendê-lo. Segundo, faço-o em benefício dos fãs de “Crónicas Obscuras”, pois acredito que o projecto CO-TP, devido à sua natureza específica, tem potencial para chegar aos leitores antes de “Vínculos”. Embora seja uma história de mérito próprio, “Vínculos” está ligada às narrativas de “A vingança do lobo”, “O Pergaminho de Fenris” e “Cicatrizes”, tendo várias personagens em comum. Ora, mesmo que já estivesse terminado, provavelmente, “Vínculos” nunca seria publicada antes de “O Pergaminho de Fenris”. Por outro lado, apesar de ter lugar no mesmo universo literário, as histórias de CO-TP afastam-se dos volumes anteriores (na verdade, a nível das espécies de Ocultos, aproximam-se mais dos contos de “Crónicas Obscuras”).

  Será a melhor decisão? Desconheço. Mas, no meu ponto de vista, nada tenho a perder. No pior dos cenários, CO-TP permitir-me-á treinar e desenvolver personagens, enquanto “Vínculos” ficará a marinar, pousa que lhe permitirá evoluir.        

Monday, February 6, 2012

Behind the Scenes: Writer’s Log V

  Uma bela semana. Tal como previ no útil Writer’s Log consegui terminar a revisão de “Crónicas Obscuras – Cicatrizes”. Talvez regresse para um toque ou outro na pintura, mas a “parte de leão” do trabalho está feita.

  Esta meta não foi atingida sem um fim-de-semana a dedicar especial atenção à personagem Kurt Jameson e aos seus diálogos com referências musicais. Se bem se lembram já falei por aqui sobre as dificuldades de trabalhar com este género de conteúdos (http://www.cronicasobscuras.blogspot.com/2012/01/lyrics-continuacao-de-behind-scenes.html). À baliza temporal e falta de um conhecimento musical enciclopédico, aproveito para acrescentar duas complicações: a repetição e a tradução.

  Na tradução os problemas são os do costume: selecção das palavras mais correctas, lidar com expressões idiomáticas e toda a panóplia do “When we hit, no one remembers. When we miss, no one forgets”. Por exemplo, ao citar I Heard It Through the Grapevine de Smokey Robinson & the Miracles, (música que mais tarde foi celebrizada pelos covers de Creedence Clearwater Revival e Marvin Gaye) tive de decidir entre traduzir “grapevine” literalmente por “videira” ou pelo seu significado idiomático “rumor” ou “mexerico”. Decidi-me pelo primeiro, pois o sentido idiomático é facilmente reconhecível no contexto e “videira” estaria mais perto daquilo que a personagem diria em inglês (é preciso não esquecer que, para efeitos da narrativa, apesar de escrito em português, o diálogo ocorre em inglês).




  Não tenho ilusões sobre a tradução. Sei que muitas das opções (senão todas) estão abertas a contestação, todavia, há muito que acredito que mais importante do que tomar a decisão certa ou a errada, é tomar uma e arcar com as consequências, ponto final.

  Ao referir “repetição” como um dos problemas, falo não só de não repetir músicas (embora, em alguns casos, isso facilitasse as coisas), mas também de evitar referir demasiado certas as bandas. Felizmente este problema acabou por revelar-se útil, pois a quantidade de repetições de determinado conteúdo musical, ajudou a estabelecer mais pormenorizadamente os gostos da personagem, ou seja, destacar entre as bandas ou cantores que Kurt Jameson gosta de ouvir, quais os que prefere.    

  O que farei agora? Provavelmente irei apostar no projecto CO-TP em detrimento de completar “Crónicas Obscuras – Vínculos”, contudo, ainda não está nada written in stone. Talvez até gaste um bocadinho a escrever um conto ou dois antes de avançar para uma das narrativas maiores… Veremos…  

Sunday, January 22, 2012

Behind the Scenes: Writer’s log 3

  Depois da semana passada ter sido fraquinha, retomei o ritmo, embora continue a achar que ainda há por onde melhorar.

  Continuei a rever o texto “Crónicas Obscuras – Cicatrizes”, dando especial atenção aos diálogos que envolvessem os vampiros Kurt Jameson, Nuti e Ollie Oppedisano (Oppy, para os amigos), o primeiro por citar músicas, a segunda por ser uma cabra convencida e o terceiro pelo calão que usa.

  Outro ponto forte da revisão foi o capítulo da “orgia de sangue”, que a cada releitura acho sempre que falta alguma coisa mais… visceral. Daqui a uns dias, quando tiver o distanciamento necessário, voltarei a ler, para ver se foi desta que acertei…

  Por sugestão do público, coloquei legendas mais pormenorizadas no álbum “Diário Visual” na   página de “Crónicas Obscuras” no Facebook). Por si só, actualizar as fotos já publicadas, foi um exercício interessante, que me obrigou a reflectir sobre certas ideias. Antes de mais, até agora, todas as imagens têm estado relacionadas com os trabalhos de revisão e estou curioso para ver o efeito de alargar o espectro, não só quando voltar à escrita propriamente dita, com também passar a utilizar o álbum para recordar conteúdos mais antigos. Veremos…

  Seja como for, terão de ser vocês a decidir se as legendas tornam o “Diário Visual” mais apelativo, aliás, desafio-vos a irem lá espreitar e lembro que o compromisso dos 500 seguidores continua de pé… 

Sunday, January 15, 2012

Behind the Scenes: Writer’s log 2

  Mais uma vez comprova-se a velha máxima: “se queres fazer Deus rir, conta-lhe os teus planos” (isto, claro, partindo do pressuposto que um amigo imaginário é capaz de rir…). 

  Três dias afastado de toda e qualquer coisa remotamente similar a um computador, durante os quais também não tive muito tempo para me concentrar na escrita (excepto relatórios), fez com que os progressos desta última semana tenham sido insignificantes. Avancei um pouco na revisão de “Crónicas Obscuras - Cicatrizes”, enfrentando alguns dos problemas da semana anterior em menor escala, e usei os poucos momentos que pode despender sem pensar no trabalho para reflectir sobre o caminho que deverei seguir com o Projecto CO-TP (narrativa, construção de personagens, modo de divulgação, etc).

  Veremos como correrá a próxima semana…

Tuesday, January 10, 2012

Lyrics - continuação de Behind the Scenes: Writer's log 1

  Em “Behind the Scenes: Writer I” (http://www.cronicasobscuras.blogspot.com/2012/01/behind-scenes-writers-log-i.html) mencionei que o vampiro Kurt Jameson, personagem que surge pela primeira vez em “Crónicas Obscuras – O Pergaminho de Fenris”, é conhecido por, volta e meia, introduzir citações e títulos de músicas nos diálogos, algo que condiz com ele e tem um resultado interessante no texto, todavia, não é feito sem algumas dificuldades.

  O problema com substituir parte de diálogo por referências musicais, tal como encontrar a citação certa para o local ideal, é que se elas não surgem naturalmente, dão uma trabalheira desgraçada a achar, requerendo muita pesquisa, repleta de avanços e recuos. Muitas vezes nem adiante que a resposta esteja numa música que tenhamos ouvido centenas de vezes, basta nas últimas horas ou dias termos outra banda sonora na cabeça para nos escapar. Como a última palavra na sopa de letras, podemos estar mesmo a olhar para ela e não a ver. Condicionados não só pelos nossos gostos, como por centenas de variáveis que nos leva a pensar, naquele exacto momento, em determinadas músicas em detrimentos de outras, somos obrigados a despender o dobro do esforço para conseguir um resultado satisfatório.

  É bem mais fácil mudar um diálogo para encaixar numa citação, do que encontrar a citação certa para um diálogo existente, uma vez que não se trata apenas de achar uma palavra ou outra, mas toda uma frase cujo sentido encaixe na perfeição.

  A coisa complica-se ainda mais quanto nos lembramos que as músicas seleccionadas não devem coincidir com os meus gostos, mas com os de Kurt, tendo de fazer sentido no que diz respeito à concepção da personagem e não podem ser posteriores a 2007.

  Passo a explicar, talvez nem toda a gente que leu “Crónicas Obscuras –A Vingança do Lobo” se tenha apercebido que a história ocorre no Verão de 2006, cinco anos depois da morte da família de Lance “Meia-Raça”, a 25 de Julho de 2001, uma das poucas datas referidas na obra, ora, uma vez que os eventos de “O Pergaminho de Fenris” e “Cicatrizes” têm lugar no Inverno seguinte, aproximadamente em Janeiro e Fevereiro de 2007, não faria sentido Kurt referir músicas posteriores.    

  Já agora um exemplo. Num dos capítulos existiram duas oportunidades para substituir diálogo por citações de duas músicas distintas de Guns N’ Roses (embora goste de algumas, não sou, exactamente, o maior fã da banda, porém, como tinha dito antes, o texto tem de reflectir os gostos de Kurt não os meus). Ora, como não quis citar a mesma banda duas vezes num capítulo tive de escolher entre usar Catcher in the Rye ou Dead Horse. Lembrem-se que a escolha não se prende com gostos musicais, mas com aquilo que faz mais sentido, sendo isso que me levou a pender para Dead Horse, após uma pequena pesquisa. Dead Horse faz parte do álbum Use Your Illusion I de 1991, enquanto Catcher in the Rye pretence a Chinese Democracy de 2008, um ano depois dos eventos de “Cicatrizes”, e embora eu pudesse contornar a questão com o facto de ter escapado para a Net um demo  Catcher in the Rye em Fevereiro de 2006, achei que fazia mais sentido que Kurt, nascido em 1962 e transformado em 1986/1987, tivesse uma maior familiaridade com a canção mais velha.    
  “Parece muito trabalho para tão pouco” dirão. Verdade, trata-se apenas de uma excentricidade da Kurt, um pormenor relativamente insignificante, contudo, na minha opinião, são essas pinceladas finais que dão textura às personagens, tornando-as de “coisas” a entidade interactivas. Não dá mais trabalho do que encontrar a arma certa para determinada cena ou pesquisar a fauna da área onde ocorre a acção. De qualquer modo, nem sempre dá trabalho. Como disse, por vezes os resultados saem naturalmente.    

Sunday, January 8, 2012

Behind the Scenes: Writer's log 1

  A primeira semana de 2012 não foi carne, nem peixe, ou seja, ficou aquém dos objectivos, mas também não resultou num completo desperdício.
  Na página de “Crónicas Obscuras” no Facebook foi activado o “Diário Visual”, sendo ainda demasiado cedo para dizer se foi uma ideia interessante ou nem por isso. No fundo, serão vocês, mais do que eu, os juízes.

  A revisão de “Crónicas Obscuras – Cicatrizes” avança devagar. Em parte porque sempre que alcanço um bom ritmo fico com a impressão que estou a ser descuidado, por isso, prefiro recuar, abrandar e reler com redobrada atenção. Afinal, as revisões não são para serem feitas depressa, mas bem. Não me adianta ficar todo satisfeito por ter verificado o texto todo em 4 dias, se depois tenho de fazer o triplo das revisões.

  O segundo motivo esteve relacionado com a especial atenção que tive de dedicar às intervenções do vampiro Kurt Jameson, muitas das quais precisei de rescrever na íntegra. 
  
  Entre outras coisas, Kurt Jameson, personagem que surge pela primeira vez em “Crónicas Obscuras – O Pergaminho de Fenris”, é conhecido por, volta e meia, introduzir citações e títulos de músicas nos diálogos. É uma característica que encaixa bem na sua personalidade e que não provocou problemas na narrativa anterior, contudo, revelou-se menos pacífica nesta, onde ele tem um papel mais destacado. Na versão 1.0 de “Cicatrizes” achei que tinha incluído o número suficiente destas referências, avaliação que mudei ao ler o texto na íntegra, considerando que preciso de colocar mais para reflectir na perfeição essa característica, mas não tantas que se tornem desinteressantes ou mesmo chatas.

  Como também eu não quero tornar-me muito chato, deixarei para outro post o desenvolvimento dos problemas específicos deste género de diálogo, para já, basta dizer que tentar fazer a substituição à medida que se revê o texto obriga a perder o dobro do tempo e quebra o ritmo de trabalho. De futuro, optarei por simplesmente marcar as secções, para lidar com elas no dias reservados em exclusivo para isso.

Thursday, December 29, 2011

2012

  Quando era adolescente, houve uma pessoa que me disse: “se conseguires alcançar os teus objectivos foi porque colocaste a fasquia muito baixa”. Embora seja uma filosofia polvilhada de desilusões, também motiva a procurar sempre ir mais longe. Assim sendo, os meus objectivos para 2012 poderão parecer um pouco ambiciosos, porém, se a meta estiver demasiado perto qual é a piada?

  Além de acabar o livro “Vínculos” e as revisões de “Cicatrizes”, pretendo começar e acabar o projecto CO-TP, conseguir publicar “O Pergaminho de Fenris” e “Cicatrizes”, assim como ultrapassar a cifra dos 500 seguidores na página de “Crónicas Obscuras” no Facebook, alcançado a dos 1000.

  De modo a monitorizar estes objectivos irei também iniciar no blog o espaço “Writer's log”, um post semanal, no qual direi o que fiz (ou, possivelmente, não fim) durante a semana, no que diz respeito a escrita.

  Ao mesmo tempo, irei desenvolver na página de “Crónicas Obscuras” no Facebook uma ideia que tive durante o NaNoWriMo, que consistia num diário visual do trabalho que desenvolvo, no qual todos os dias irei publicar imagens mediante aquilo que escrevi. Poderá não sair nada de jeito, mas gostava de experimentar.

  E vocês, quais são os vossos objectivos literários para 2012?

Saturday, December 3, 2011

Behind the Scenes: Back in the game

 Acabo o defeso e o NaNoWriMo volto a business as usual

 A não ser que sejam atingidos os 500 seguidores na página do Facebook, o que me obrigará a a dedicar-me ao prometido conto, os meus objectivos imediatos serão organizar e rever.

 - Organizar: acho que já está na altura de pegar naquele aglomerado caótico de apontamentos a que denomino “Dossier dos Monstros”, uma lista de potenciais seres mitológicos a serem utilizados em “Crónicas Obscuras”, e organizá-lo num bestiário funcional. Limando agora estas arestas e definindo de uma vez por todas as características principais de cada espécie e raça, pouparei tempo e trabalho no futuro. Para já tenho 120 espécies de Ocultos, veremos quantas subsistirão...

 - Rever: tendo passado 10 meses desde que completei “Crónicas Obscuras – Cicatrizes”, acho que está na altura de revisitar a história e dar-lhe outra limpeza, antes de procurar mais uma ou duas pessoas que a revejam.

 Depois? “Crónicas Obscuras - Vínculos” continua à espera e o projecto CO-TP começa a ganhar forma.  

Monday, July 18, 2011

Behind the scenes: Work in progress II

  Embora tenha saltado logo de “Crónicas Obscuras – Cicatrizes” para “Crónicas Obscuras – Vínculos”, demorei cerca de duas a três semanas antes de escrever a primeira linha da narrativa propriamente dita, uma vez que a fase inicial foi dedicada à organização do esqueleto da obra (pelo menos a versão 1.0) e à primeira bateria de pesquisa.

  Actualmente, os dados encontram-se em suporte digital, porém, ao dar os primeiros passinhos num projecto, considero a segurança primitiva de um quadro de cortiça bem provido de post-its, pióneses e papelada a montes, muito reconfortante e prática. Não há nada como poder montar e reformatar os esquemas com as próprias mãos, pelo menos para mim torna tudo muito mais intuitivo.

 
  Na realidade, o quadro apresentado na foto aborda apenas uma área da planificação, nomeadamente o primeiro rascunho da árvore genealógica e das características principais dos membros de uma família que será muito importante neste volume, assim como espero vir a utilizar em várias outras obras. Mas deixemos o tema para ser desenvolvido com mais calma e minúcia na próxima publicação.

Sunday, July 10, 2011

Behind the scenes: “Vigília” (7º conto)

  Num post anterior referi que “Crónicas Obscuras – Vigília” foi o conto mais pequeno que alguma vez escrevi, isso já não é verdade, embora se mantenha o conto mais pequeno que escrevi destes 7 criados durante a construção de “Crónicas Obscuras – Cicatrizes”.

  Este texto em particular foi criado para a revista Nanozine, tendo sido publicado no nº 2 da mesma. Se quiserem vê-lo (em conjunto com vários outros contos) podem aceder à versão digital aqui http://pt.calameo.com/read/000559822eddfa1602ace ou encomendar a em papel aqui http://www.euedito.com/revista-nanozine-2.html

  A história é tão pequena que qualquer coisa que diga conterá riscos demasiado elevados de potenciais spoilers. Assim sendo referirei apenas que nela usei um exemplar de uma das minhas espécies favoritas de Ocultos: os kapres. Num post da rubrica “Espécies” dedicado a este género de Outro entrarei em mais pormenores, mas para já basta dizer que "Crónicas Obscuras - Vigília" não será a sua única aparição.

Sunday, July 3, 2011

Behind the Scenes: Contos

  Proporcionalmente, “Crónicas Obscuras – Cicatrizes” foi o livro que demorou mais tempo a escrever e, embora as experiências que fiz durante a sua criação me tenham levado a muito avanços e recuos (o que até tornou tudo muito mais interessante e me forneceu “munições” para outras obras), tal atraso ficou dever-se quase em exclusivo ao facto de, volta e meia, interromper o trabalho com projectos paralelos, nomeadamente: contos.

  Sete dos oito contos completos de Crónicas Obscuras foram escritos ao mesmo tempo que “Cicatrizes”, sendo eles:
  
1 - “A despedida”, uma história inspirada pela música “Wednesday Morning, 3 A. M.” de Simon & Garfunkel.
2 - “Sonho com um Natal Azul”, o primeiro de uma série de contos natalício de dark fantasy concebidos para uma antologia que acabou por não dar em nada.
3 - “Espírito Natalício”, uma história inspirada pela música “Riders on the Storm” by The Doors.
4 - “Longe de Casa”, o último da tal série de contos natalício. Pelo menos por enquanto….
5 - “Os Kravyads”, narrativa que apresenta uma família muito peculiar.
6 - “O Preço”, nesta voltei a pegar em alguns elementos utilizados em “Longe de Casa” e coloquei-os num ambiente completamente diferente. 
7 - “Vigília”, o conto mais pequeno que alguma vez escrevi.

  Como é evidente, isto é apenas uma pequena introdução, no decorrer dos próximos 7 dias irei publicar posts no qual desenvolverei cada caso.

Tuesday, June 21, 2011

Behind the scenes: Nome certo

Um bom título, pelo menos na minha visão simplista do mundo, resume a história sem revelar demasiado e funciona por camadas, sendo apelativo, mas escondendo um significado mais profundo. Como alguém que adora a sabedoria contida em pequenas citações, em particular as que conseguem ser básicas e incrivelmente profundos em simultâneo, obtendo a sua genialidade da simplicidades, sempre foi fascinado pela arte de escolher bons títulos, o que não signifique que a domine…

Mais ainda do que a capa, o título é o principal cartão de visita de um livro, a primeira ligação entre a obra e o leitor, cabendo-lhe atraí-lo ou repeli-lo. Como tal, não é admirar que escolher um título seja uma função que se situe num de dois extremos: ou sai naturalmente, correndo bem à primeira, ou é preciso matar a cabeça até obtermos um resultado satisfatório (como imaginam, esta última hipóteses é um género de tortura particularmente requintada e cruel).

O projecto actualmente chamado “Cicatrizes” foi para mim um desses casos. Durante meses o ficheiro teve como único título “Ainda sem nome” e depois disso foi obrigado a suportar diversas denominações, cada uma pior que a outra, entre as quais: “Consequências”, “Efeitos Colaterais”, “Sombras do Passado”, etc. O mais frustrante é que para mim o projecto será sempre “Rippling”, título que lhe assenta como uma luva, contudo, não me pareceu apropriado dar-lhe um nome inglês e a tradução mais correcta da palavra envolve outras conotações em português.

Embora a criação de “Cicatrizes” não tenha sido um processo desprovido de complicações (como todos…), ouso dizer que o seu título (sobre o qual ainda não estou completamente satisfeito) foi o obstáculo mais difícil.

Tuesday, June 14, 2011

Behind the scenes: bifurcações

  Sempre que escrevo uma história tenho dificuldade em deixar de pensar nas seguintes, especialmente nas ramificações, pois acho que há sempre mais a contar, quer seja uma perspectiva que ainda não explorei ou uma personagem que merece mais protagonismo. Assim sendo, não é de admirar que algumas das personagens e eventos de “A Vingança do Lobo” tenham servido de base para “O Pergaminho de Fenris” (volume I e II) e “Cicatrizes”.

  Embora cronologicamente posteriores ao primeiro livro e recorrendo a elementos deste, os outros volumes são narrativas de direito próprio e não necessariamente sequelas, podendo ser apreciados sem se ler “A Vingança do Lobo”, pois faço questão de fornecer todos os elementos necessários, para que aqueles que pegam numa história de “Crónicas Obscuras” pela primeira vez não se sintam à nora (embora espero que fiquem curiosos e com vontade de lerem as obras anteriores, mesmo sem precisarem de o fazer).

  Quanto ao facto de existirem eventos anteriores à narrativa que a influenciam, isso existe em todos as narrativas alguma vez contadas, quer tais elementos sejam explícitos ou implícitos. Afinal, todas as personagens têm passado…
  
  Tudo isto para introduzir a explicação sobre a origem e natureza dos três manuscritos já redigidos de “Crónicas Obscuras” (dos Contos falaremos noutra altura).
   
  - “A Vingança do Lobo”, tal como o nome indica, desenvolveu-se em redor da busca de um indivíduo por retribuição e o modo como isso afectou a vida de outros, influência essa que, em última análise, verteu para “O Pergaminho de Fenris” e “Cicatrizes”.
  
  - No volume I de “O Pergaminho de Fenris” somos apresentados a diversos grupos, que no volume II confluirão para Paris, em busca de um artefacto que é referido superficialmente em “A Vingança do Lobo”.
  
  - Quanto a “Cicatrizes”, foi a oportunidade de pegar em personagens de “A Vingança do Lobo” que tinha deixado de lado e aprofundar outras, ao mesmo tempo que contei a sua história como se fosse a primeira vez. Como é óbvio tenho muito mais para contar sobre este livro, todavia, para já referirei apenas que a narrativa decorre em Nova York e que cronologicamente é paralela aos últimos capítulos do volume I de “O Pergaminho de Fenris” e aos primeiros do volume II, envolvendo personagens que abandonam uma história para a outra.