As imagens equivalem ao período entre 23 e 30 de Abril, semana que devido à revisão da versão inglesa de “Crónicas Obscuras – A Vingança do Lobo” (“Dark Chronicles: The Wolf’s Revenge” e à continuação de “Crónicas Obscuras – Vínculos” acabou por centrar-se mais em lobisomens do que antecipei. Por outro lado, foi semana de ida à Feira do Livro de Lisboa.
Licantropo fenrisniano, embora as orelhas estejam um pouco longas demais.
É suposto serem licantropos primordiais. Estando aqui por me ter lembrado que, de entre todos os combate que já criei com lobisomens, ainda não fiz nenhum cenário onde lobisomens primordiais lutassem em conjunto.
Um género de pelagem que ainda não utilizei muito em "Crónicas Obscuras", embora o efeito me interesse.
Licantropo fenrisniano
Encontro com membro do grupo Leitores da Colecção Bang na Feira do Livro de Lisboa
Já que ninguém se chegou à frente com propostas, avançaremos com os restantes Soundtrack e Casting: Candidatos antes de passarmos à fase seguinte.
Começamos o ano com uma personagem que pessoalmente adoro odiar, o líder do clã licantropo Fenrissky. Apenas foram avançadas duas possibilidades pelo público e acho que a escolha é evidente:
Liev Schreiber
Paul Michael Levesque (AKA Triple H)
A não ser que o Hugh Jackman fique com o papel de Lance, Liev Schreiber parece-me a escolha óbvia. O que acham?
A pedido de várias famílias finalmente chegámos aos candidatos para o papel de Vik Fenrissky, um licantropo fenrisniano com características muito particulares...
Até agora não houveram muitas propostas, mas as existentes têm potencial. Por uma lado falou-se em:
Sam Worthington (não, desta vez não vai aparecer azulinho)
Joe Manganiello
Digam de vossa justiça, qual destes moços merece o papel?
PS: Após ter negligenciado Vik Fenrissky, farei dele a primeira personagem a ser sujeita a um novo espaço em "Crónicas Obscuras". Saibam mais no próximo post, dia 2 de Outubro.
Um dos Castings mais difíceis, pois a líder do clã licantropo Fenrison tem diversas características que se não forem perfeitamente harmonizadas destroem o efeito. Até agora apenas uma actriz foi proposta:
Ali Larter
Não é uma má escolha... mas teria de ter uma aspecto mais... robusto. Aqueles que leram o livro entendem o que quero dizer.
Embora estejam cientes que Fenris era mortal, com todas as limitações inerentes a essa condição, os lobisomens veneram-no com o fundador da raça fenrisniana e como o primeiro licantropo a ter conseguido mudar entre a forma humana e a lupina.
De facto, é sobre o falecido Fenris que assenta toda estrutura das relações entre os clãs. Fenris foi o primeiro e único Rei dos Licantropos, tendo sido a sua morte que criou os clãs de lobisomens, à medida que os seus descendentes e apoiantes, combateram pelo direito ao trono.
Ele é a bitola perante a qual todos os líderes de clã são medidos e só as tribos que provam, sem sombra de dúvidas, que partilham com ele laços de sangue têm o direito de se auto-denominarem “filhos de Fenris”, alcançando o topo da hierarquia entre os clãs.
Tendo em conta que a sua espécie foi concebida por entidades divinas, os lobisomens têm surpreendentemente poucas crenças religiosas, contudo, estas possuem uma grande influência no modo como interagem com o mundo.
Os pilares da fé licantropa são: - venerar Fenris, o fundador da raça fenrisniana.
- honrar os mortos, vingando-os quando necessário.
Agora, só para chatear, deixemos as explicações para outro post.
Tal como nas relações entre as diferentes tribos, a hierarquia de um clã licantropo prende-se com razões de poderio físico, assim como sanguíneas, sendo difícil entender qual delas surgiu primeiro. Na verdade é praticamente impossível observar uma sem a outra.
Os fenrisnianos vêem-se como superiores hierárquicos naturais dos infectados porque nasceram lobisomens. Por outro lado, essa mesma bitola também significa que os fenrisnianos são geneticamente mais fortes e rápidos que os parentes infectados, o que no ponto de vista dos primeiros justifica a sua supremacia sobre os segundos.
Em sumo, para os lobisomens a força rege tudo, cabendo aos fortes comandar e os demais seguirem-nos.
Vik é tão robusto como o irmão, Torn Fenrissky, embora tenha mais gordura que músculo, o que não o impede de ser muito ágil. É também mais calmo e paciente, tendo uma visão do mundo diferente da maioria dos lobisomens e sendo conhecido por em combate soltar uma poderosa risada.
Na sua forma humana tem uma penugem negra debaixo do queixo e rabo-de-cavalo, que mal lhe sai da nuca, preso com um elástico. Contrariamente ao irmão não faz questão de andar bem vestido: botas, calças de sarja, camisa e o típico casaco comprido e largo dos licantropos, normalmente, tudo em tons escuros. Ao transformar-se ganha um lustroso pêlo negro como o céu desprovido de estrelas.
O chefe do clã Fenrissky é o exemplo perfeito do que os licantropos gostavam nos seus líderes: força, espírito belicoso e um obsessivo respeito pelas tradições.
Não é o tipo de indivíduo agradável de ter por perto, nem mesmo como aliado, porém, é extremamente útil, tanto pelas suas qualidades de estratega como de combatente.
Torn tem cabelo louro cortado curto e esforça-se para manter o rosto limpo de pêlos faciais, algo raro entre os licantropos que são sempre partidários de cabelos compridos e barbas espessas. Um metro e noventa, musculado, de cara robusta e olhos pretos ferozes, sendo comum andar melhor vestido do que a média dos lobisomens. Quando passa para a sua forma lupina, não tem uma pelagem comprida, mas pêlo curto e lustroso, que permite ver-lhe perfeita definição dos seus poderosos músculos.
Ao contrário dos infectados que nasceram humanos, os fenrisnianos vieram ao mundo 100 % licantropos e para eles qualquer material genético humano que pudesse ter estado no seu sangue ter-se-á perdido milénios antes, no tempo em que os primeiros primordiais foram criados por uma entidade obscura.
Vêem-se a si mesmo como predadores e defendem a lei do mais forte. Como tal desprezam os humanos por serem um espécie mais fraca. Verdade seja dita, para os fenrisnianos todas as espécies são mais fracas, mesmo que essa não seja a realidade.
Calculam como eles se sentem por serem obrigados a esconder-se e a jogarem pelas regras de uma sociedade que consideram inferior à sua? Infelizmente, queixarem-se é a única coisa que podem fazer, uma vez que, mesmo com toda a superioridade física dos lobisomens, os humanos são muito mais numerosos e têm os odiosos Obliteradores do seu lado.
Além de mais, quem é que têm tempo para lutar contra a Humanidade quando já se está envolvido numa guerra tribal há milénios?
O aparecimento dos clãs de lobisomens prende-se com o nascimento da sua raça mais nova: os fenrisnianos.
Segundo o folclore licantropo, os seus antepassados foram escravos do deus embusteiro, Loki, até ao dia em que Fenris, o primeiro membro de uma nova raça, os comandou numa insurreição que os libertou.
Nos anos que se seguiram à derrota de Loki, os lobisomens tomaram as terras dele e nelas viveram sobre o comando do poderoso Fenris, eleito Rei dos Licantropos.
É difícil avaliar, correctamente, como foram esses tempos. Os poucos registos escritos e os que sobreviveram encontram-se numa língua incompreensível para os lobisomens de hoje. Contudo, a opinião geral é que foram anos felizes e prósperos. Anos que não podiam durar...
Fenris era o único forte e respeitado o suficiente para os liderar e unir, assim, quando ele morreu, o seu reino desfez-se como o proverbial baralho de cartas. Os seus vários filhos, netos, generais e mulheres lutaram pela liderança. Nunca chegaram a um consenso. Os instintos naturais e a sua consciência colectiva dizia-lhes que o líder da matilha devia ser o mais forte, porém, num grupo tão extenso era difícil, senão impossível, aplicar esse sistema.
As diversas facções acabaram por se separar e dispersar dando origem aos clãs actuais e à guerra que, desde então, grassa entre eles.
Os primordiais embora sejam respeitados e venerados pelas outras duas raças, como seus antepassados, não fazem parte da sociedade licantropa propriamente dita. Os poucos que ainda existem em liberdade vivem em pequenos núcleos familiares de progenitores e crias. Quanto muito, são acolhidos ou capturados quando se considera que é a única maneira de os preservar.
Assim, são os fenrisnianos e infectados que continuem a sociedade licantropa, um regime de clãs e castas, cuja hierarquia é baseada na legitimidade sanguínea e, simultaneamente, em parâmetros de uma espécie de sociedade de mérito darwiniana, em que o mais fortes se sobrepõe aos mais fracos.
Cada licantropo faz parte de um clã, uma tribo, no sentido de uma família alargada. Nesse clã, cada indivíduo, inclui-se em uma das castas dependendo da sua raça, ou seja, infectados com infectados e fenrisnianos com fenrisnianos, sendo estes últimos a casta dominante.
Não existe qualquer mobilidade entre as castas. Um infectado nunca poderá alcançar cargos cimeiros. Porém, a hierarquia dentro das castas é muito mutáveis.
Em futuros posts falarei no que consiste a mutabilidade dentro dos clãs e castas, pormenores da hierarquia e, talvez o mais interessante para entender a interacção das personagens, como as diferentes tribos se relacionam.
Por muito temíveis que os licantroposfenrisnianos sejam na sua forma humana, sabemos que estamos metidos em sarilhos quando decidem revelar o predador que há dentro deles.
O processo de transformação é rápido e violento. Varia de indivíduo para indivíduo, porém, normalmente é uma questão de segundo até o humano que temos diante de nós, rasgue as roupas e se transforme num lobo de forma humanóide. Os seus músculos incham e a estrutura óssea dilata. Em muitos aspectos são semelhantes aos seus parentes primordiais. Ambos têm corpos lupinosantrópicos; caminham ora em duas, ora em quatro patas; possuem cabeças lupinas, de orelhas pontiagudas e dentes afiados; ficam cobertos de pêlos que variam entre o curto e o comprido, assim como uma extensa panóplia de cores (a cor do cabelo do fenrisniano em humano será a cor do seu pêlo na forma lupina) e têm garras nas mãos e pés feitas para rasgar.
Não obstante, existem duas grandes diferenças anatómicas entre primordiais e fenrisnianos. Primeiro, os fenrisnianos são mais pequenos (com um máximo de dois metros e meio de altura). Segundo, os focinhos. Os primordiais têm focinhos compridos e estreitos, similares aos lobos. Os fenrisnianos têm focinhos mais curtos e largos.
Os licantropos fenrisnianos são, ao mesmo tempo, a mais nova das três raças de lobisomens e a mais importante dentro da sua hierarquia social.
Conseguem mudar entre a forma humana e a lupina a seu belo prazer, livres da influência da Lua Cheia. Isto permites-lhes esconderem-se e prosperar entre os humanos.
Segundo as lendas licantropas esta raça nasceu quando um lobisomem primordial, chamado Fenris, aprendeu ou adquiriu a capacidade de se transformar em humano. Embora as teorias de como isto sucedeu variem e dividam os vários clãs, a maioria aceita a relevância de Fenris no processo e, como tal, vêem-no como o antepassado comum dos fenrisnianos e Rei/Deus dos Licantropos, organizando todo o seu sistema social/hierárquico com base nele.
Contudo, os pormenores da sociedade, origem e hierarquia dos lobisomens são para outros posts, para já vamos centrar-nos nas características gerais dos fenrisnianos.
Os fenrisnianos vêem-se como a perfeita combinação entre poder e inteligência. Em certa medida estão certos. O segredo do seu sucesso está na transmutação sem barreiras entre a forma humana e lupina.
Como humanos não se distinguem de qualquer um de nós. A maioria das pessoas poderia passar por um e nem dar por ele, contudo, um observador atento notaria algo. Não é tanto um pormenor físico flagrante, embora tenham apetências para um determinado look. Porém, o que os denuncia é a sua atitude. Uma confiança excessiva, uma arrogância e desprezo para com os meros humanos que os rodeiam.
Claro que a maneira mais fácil de reconhecer um fenrisniano na sua forma humana é vê-lo em acção. Mesmo sem se transformarem as suas capacidades físicas e sentidos (especialmente o olfacto) são muito superiores aos de um humano comum.