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Tuesday, May 8, 2012

Diário Visual: resumo semanal II

Imagens de 1 a 7 de Maio, maioria das quais relacionadas com a revisão da versão inglesa de "Crónicas Obscuras - A Vingança do Lobo" e com a ida à Feira do Livro de Lisboa.
“The Wolves Pursuing Sol and Mani” (1909) by J. C. Dollman. Representação dos filhos de Fenris, Skoll e Hati, que Segundo a mitologia nórdica perseguem o Sol e a Lua, respectivamente. 

Novamente, Skoll e Hati, desta vez numa representação que mistura elementos celtas.

Facas borboleta, uma arma tradicional de kung fu, utilizadas pelo vampiro Monk.

“Anarchy it he U.K.” dos “Sex Pistols” música que tovaca em White Noise no capítulo de apresentação da vampira Eleanora “Lâmina Sangrenta” Reeve. 

Despojos da Feira do Livro de Lisboa, 5 de Maio.

Melhor visão
Todos os despojos da Feira do Livro de Lisboa


Tengu, Oculto japonês que não aparece em “A Vingança do Lobo”, mas é referido. Novamente, não sendo uma representação tradicional tem lá todas as características habituais. Os que idealizo para “Crónicas Obscuras” são um pouco diferentes, mas parecidos com a imagem seguinte…




Uzi, arma utilizada pela vampira Linda durante o combate no prédio de Gabriela



Oni, Oculto japonês que não aparece em “A Vingança do Lobo”, mas é referido. Apesar de não ser um desenho tradicional, estão lá todos os elementos habituais, os colmilhos, os chifres e a moca de ferro.

Friday, June 4, 2010

Crenças licantropas I: veneração de Fenris

  Embora estejam cientes que Fenris era mortal, com todas as limitações inerentes a essa condição, os lobisomens veneram-no com o fundador da raça fenrisniana e como o primeiro licantropo a ter conseguido mudar entre a forma humana e a lupina.

  De facto, é sobre o falecido Fenris que assenta toda estrutura das relações entre os clãs. Fenris foi o primeiro e único Rei dos Licantropos, tendo sido a sua morte que criou os clãs de lobisomens, à medida que os seus descendentes e apoiantes, combateram pelo direito ao trono.  

  Ele é a bitola perante a qual todos os líderes de clã são medidos e só as tribos que provam, sem sombra de dúvidas, que partilham com ele laços de sangue têm o direito de se auto-denominarem “filhos de Fenris”, alcançando o topo da hierarquia entre os clãs.

Tuesday, September 8, 2009

Licantropos: Guerras dos clãs


  Desde a morte do Grande Lobo, Fenris, o Rei dos Licantropos, que os clãs se digladiam por recursos e, especialmente, por território. Tendo herdado, dos seus antepassados lobos, os instintos naturais de preservação do território de caça, possuem também a competitividade obsessiva dos humanos. Juntas, estas duas características, criaram uma feroz territorialidade.

  O que não significa que a guerra entre as tribos seja selvagem e totalmente desprovida de regras. Apesar de haver um grande nível de ódio envolvido, existem também questões hierárquicas entre os clãs que todos eles respeitam.

  Assim, tal como em vários aspectos da vida licantropa, a ascendência têm um grande valor. Aqueles clã que tem o direito de se apelidar de “filhos de Fenris” (Fenrison ou Fenrises, por exemplo), sem qualquer contestação, tem um certo estatuto que lhes garante supremacia face aos demais. Supremacia no sentido de superioridade hierárquica base, não significando, de modo nenhum, que os outros clãs sejam governados sobre a sua égide.

  Quanto aos restantes clãs, relacionados com descendentes ou demais familiares do Grande Lobo, mas não directamente ligados a este, têm de se sujeitar a uma atraso hierárquico inicial face aos demais.

  Porém, o sangue, por si só, não rege o mundo licantropo. Se um clã não for forte o suficiente para se suster face às adversidades, não existe “bom sangue” que o salve do declínio ou da extinção.
"Odin and Fenris" (1909) por Dorothy Hardy

Saturday, September 5, 2009

Clãs licantropos: a origem


  O aparecimento dos clãs de lobisomens prende-se com o nascimento da sua raça mais nova: os fenrisnianos.

  Segundo o folclore licantropo, os seus antepassados foram escravos do deus embusteiro, Loki, até ao dia em que Fenris, o primeiro membro de uma nova raça, os comandou numa insurreição que  os libertou.

  Nos anos que se seguiram à derrota de Loki, os lobisomens tomaram as terras dele e nelas viveram sobre o comando do poderoso Fenris, eleito Rei dos Licantropos.

  É difícil avaliar, correctamente, como foram esses tempos. Os poucos registos escritos e os que sobreviveram encontram-se numa língua incompreensível para os lobisomens de hoje. Contudo, a opinião geral é que foram anos felizes e prósperos. Anos que não podiam durar...

  Fenris era o único forte e respeitado o suficiente para os liderar e unir, assim, quando ele morreu, o seu reino desfez-se como o proverbial baralho de cartas. Os seus vários filhos, netos, generais e mulheres lutaram pela liderança. Nunca chegaram a um consenso. Os instintos naturais e a sua consciência colectiva dizia-lhes que o líder da matilha devia ser o mais forte, porém, num grupo tão extenso era difícil, senão impossível, aplicar esse sistema.

  As diversas facções acabaram por se separar e dispersar dando origem aos clãs actuais e à guerra que, desde então, grassa entre eles.
"The Punishement of Loki" por Louis Huard