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Sunday, December 18, 2011

Behind the Scene: Condições Ideais V - Música

  Já devem ter notado por outros posts (http://cronicasobscuras.blogspot.com/search?q=Soundtrack) que sou adepto de bandas sonoras, tanto no entretenimento, como na vida. Acredito que a música certa facilita imenso determinados trabalhos, alguns dos quais sou incapaz de fazer eficazmente sem ela. Gosto de ouvir música quando faço tarefas domésticas e no caminho para o trabalho. Gosto de reflectir sobre a banda sonora certa para determinada personagem ou cena. Gosto de música, ponto (o que não é o mesmo que dizer que engulo todos o tipo de música. Mas, enfim, não vamos entrar por aí, porque se começo a falar dos meus ódios de estimação terei de criar um blog só para isso.)
  Assim sendo, que música oiço quando estou a escrever? Nenhuma. Gosto de escrever num local sossegado com o mínimo de barulho possível. Em funções mecânicas ou que não precisem de quase nenhum esforço intelectual, a música ajuda-me, mas quando escrevo prefiro concentrar-me e o silêncio é crucial.

  O que não significa uma total ausência de música no meu processo criativo. Não só existem algumas canções que me inspiraram a escrever determinados contos, como, antes de escrita propriamente dita, a banda sonora certa ajuda-me entrar no estado de espírito ideal, dependendo da cena que irei construir.     

Thursday, December 15, 2011

Behind the Scene: Condições Ideais IV - Hora

  Quem leva a escrita a sério tem de encará-la profissionalmente, pelo menos é assim que encaro a questão. Por isso, nos dias em que não estou condicionando pelo trabalho, tento dedicar-lhe cerca de 9 horas, 4 de manhã, 5 à tarde. Durante este tempo também pesquiso e esquematizo, porém, maioritariamente escrevo. Em tempos, cheguei a fazer entre 10 a 12 horas, mas acabei por concluir que uma carga mais suave, com maior quantidade de momentos para descomprimir, é mais produtiva a longo prazo. Embora tente manter-me disciplinado, pois estou bem consciente dos efeitos nocivos da procrastinação na minha escrita, é claro que este horário não está inscrito em pedra. Afinal, por maior que seja a minha paixão pela escrita, há vida além das teclas.


  Dito isto, admito que prefiro escrever de manhã, quando ainda estou cheio de energia e é fácil concentrar-me, algo que já não é tão pacífico à tarde, pelo menos imediatamente depois de almoçar. Odeio escrever à noite, prefiro gastar essas horas a ler, a ver televisão ou a dar uma volta. Não me interpretem mal, já tive alguns rasgos de criatividade literária pela noite dentro, mas foram raros e espaçados.
      
E vocês, a que horas preferem escrever?

No próximo dia 18 de Dezembro, o último post da série “Behind the Scene: Condições Ideais”.

Monday, December 12, 2011

Behind the Scene: Condições Ideais III – Local

 Tal como toda a gente, se tiver de o fazer, sou capaz de escrever em qualquer lugar. Movido pela necessidade de aproveitar todos os minutos livres, já tentei escrever em transportes públicos e em cafés, porém, a não ser que seja para algo muito esquemático ou reduzido, estes espaços atrofiam a criatividade. Um pequeno post ou uma lista de potenciais nomes para personagens, tudo bem, mas desenvolver narrativa, não. Isso é coisa para se fazer em casa.

 A partir daí a coisa complica-se, pois não tenho um local que me permita ficar confortavelmente a escrever horas a fio. Se houver mais gente em casa, regra geral fico no meu quarto, ora escrevendo de pé, ora sentado. Se estiver sozinho, corro tudo, desde sala à cozinha, não ficando mais de duas horas em cada sítio, pois nenhum deles me satisfaz completamente. Uma cadeira dá-me dores nos joelhos, a outra nas costas. Escrevo de pé, porque andar de uma lado para o outro ajuda-me a pensar, até a monotonia assentar, ao fim de duas ou três horas. Tais desconfortos são fáceis de ignorar quando se está envolvido na escrita, porém, basta uma pequena quebra para se tornarem distracções intoleráveis. Variar é a única coisa que me permite algum conforto e terá de servir até encontrar uma alternativa melhor, nomeadamente, a cadeira ideal e mesa perfeita.


 Há quem escreva deitado. Já tentei e foi interessante durante uns vinte minutos. Acho que a única maneira de funcionar seria: barriga para cima, ecrã no tecto e teclado dividido ao meio, um de cada lado do tronco. Isso sim, seria o local de trabalho mais confortável do mundo! Nerds de todo o mundo, tratem disso e depois vão levar o material lá a casa. 

 E vocês, onde preferem escrever?         

No próximo post, dia 15 de Dezembro, “Behind the Scene: Condições Ideais IV - Hora

Friday, December 9, 2011

Behind the Scene: Condições Ideais II – Suporte

 Há quem defenda os benefícios de escrever em papel antes de passar para computador. Se estivermos a falar de apontamento e esquemas, concordo a 100%. Certos raciocínios funcionam melhor com um lápis na mão e uma folha em branco para rabiscar, enquanto tentamos visualizar estruturalmente o que queremos fazer. Além de mais, quanto uma ideia nos surge, quer seja no autocarro para casa ou a meio da noite, não há nada como ter um bloquinho à mão, para apontá-la antes que ela escape. 


 Todavia, no que diz respeito a deixar-me levar nas asas da criatividade, à medida que desenvolvo uma narrativa, para mim, não há nada como martelar nas teclas do computador, avançando e recuando, criando e destruindo numa questão de segundos, sem gastar resmas de folhas rabiscadas ou quilos de borracha. Além de mais divertido, acho o uso do computador mais confortável. Como devem imaginar (especialmente porque muitos devem sofrer do mesmo mal), passar horas a escrever no computador pode gerar algumas dores, que só pioraram com os anos, pois, pelo menos para mim, fazê-lo com um lápis ou caneta é ainda pior.     


  Adepto do computador? Sim, senhor. Vou abandonar o fiel bloco de notas? Nem pensar.

  E vocês, computador ou papel?

No próximo post, dia 12 de Dezembro, “Behind the Scene: Condições Ideais III – Local”

Wednesday, December 7, 2011

Behind the Scene: Condições Ideais I

  O processo criativo varia muito de escritor para escritor, tanto no que diz respeito aos métodos utilizados, como ao estado de espírito necessário. Como é óbvio, um autor continua a ser capaz de escrever sem as condições ideais, mas é quando encontra a combinação perfeita entre técnica e estado mental que se torna mais produtivo e apresenta os seus melhores trabalhos.

  Os pré-requisitos para obter o desejado estado de espírito podem ir desde algo tão simples como uma cadeira confortável, a factores mais complexos como a ingestão de estupefacientes. Por exemplo, tenho um amigo que se sente mais confortável a teclar na proximidade de relva, pois, aparentemente, ela relaxa-o. Outra que prefere escrever à noite, mesmo quando não condicionada pelo horário laboral. Existem tantas variantes quanto escritores, ou mais ainda, tendo em conta que essas exigências podem ser tão mutáveis quanto a disposição humana.


  Enfim, todos somos wired differently… Uma vez que não me quero perder nos meandros de um tema potencialmente tão complexo, abordá-lo-ei mediante 4 factores: suporte (papel ou computador, por exemplo), local, hora e música. Seja qual for a natureza daquilo que queremos ou precisamos escrever (romance, conto, tese, relatório, etc) todos temos uma hora, um local, uma banda sonora preferida para trabalhar.

  No próximo post, dia 9 de Dezembro, "Behind the Scene: Condições Ideais II - Suporte"