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Wednesday, April 27, 2011
Opiniões: Bang! nº9 – “A arquitectura do futuro e o futuro da arquitectura” por Pedro Gadanho
Admito que não é um tema que me desperte, particularmente, o interesse, não obstante, está muito bem exposto e levanta algumas questões pertinentes sobre a arquitectura na ficção científica e da ficção científica na arquitectura.
Monday, April 25, 2011
Opiniões: Bang! nº9 – “Desenhar o irrepresentável: Lovecraft na BD” por João Lameiras
O próprio autor admite que o artigo, e cito, “propõe-se traçar uma panorâmica, que está longe de poder ser exaustiva, dada a enorme quantidade e diversidade dos exemplos, da forma como os criadores de Banda Desenhada, têm traduzido, recriado e homenageado a obra do mestre do terror fantástico.”
Adorei. Por motivos que me escapam, especialmente tendo em conta a influência que ele teve no trabalho de tantos autores, realizadores e desenhadores, Howard Philips Lovecraft é muitas vezes esquecido pelas gerações mais novas e todos os textos que ajudem a reparar essa falha não são demais.
Que este artigo seja a base para que muitos descubram ou redescubram o trabalho deste senhor (acreditem, compreenderam melhor certas obras que vieram depois).
Adorei. Por motivos que me escapam, especialmente tendo em conta a influência que ele teve no trabalho de tantos autores, realizadores e desenhadores, Howard Philips Lovecraft é muitas vezes esquecido pelas gerações mais novas e todos os textos que ajudem a reparar essa falha não são demais.
Que este artigo seja a base para que muitos descubram ou redescubram o trabalho deste senhor (acreditem, compreenderam melhor certas obras que vieram depois).
Sunday, April 24, 2011
Opiniões: Bang! nº9 – “Os livros da minha vida” por David Soares
Recebendo um convite para falar dos livros da sua vida, David Soares optou por referir apenas três.
Não desgostei do texto, foi uma leitura levezinha.
Não desgostei do texto, foi uma leitura levezinha.
Saturday, April 23, 2011
Opiniões: Bang! nº9 – “Espelho Negro – um conto de Drizzt, o elfo negro” por R. A. Salvatore
Uma narrativa que sem ser extraordinária se lê bem, tendo um bom ritmo e sequências de batalha razoáveis.
Agora, no que diz respeito ao objectivo comercial deste “conto de Drizzt, o elfo negro”, lamento, mas os simples encantos da personagem não me despertaram o interesse ao ponto de comprar “Pátria” ou “Exílio”. Resta saber se mudarei de opinião perante o universo concebido pelo autor…
Friday, April 22, 2011
Opiniões: Bang! nº9 – “Os negros anos-luz de Terry James” por Pedro Piedade Marques
Tal como no seu artigo da Bang! nº8, Pedro Piedade Marques apresentou um texto educativo, desta feita sobre uma série de capas de ficção científica minimalistas, monocromáticas, poéticas e sugestivas, concebidas entre 1967 e 1971, por Terry James.
Gostei e estou curioso para saber o que Pedro Piedade Marques nos apresentará a seguir.
Thursday, April 21, 2011
Opiniões: Bang! nº9 – “Vida noutros planetas” por Stephen Hunt
Apreciei este pequeno texto, onde o autor de “A Corte do Ar” narra um pouco da sua experiência com os géneros da ficção científica e do fantástico, desde “mega-hiper-super convenções” ao “fandom”. É algo simples, sem peneiras ou excessiva auto-promoção.
Gostei particularmente da imagem que transmitiu ao lembrar que os prémios Artur C. Clarke são “dos poucos eventos de alto nível onde algumas pessoas usam smoking, enquanto outras usam a armadura completa de um Imperial Stormtrooper!”
Gostei particularmente da imagem que transmitiu ao lembrar que os prémios Artur C. Clarke são “dos poucos eventos de alto nível onde algumas pessoas usam smoking, enquanto outras usam a armadura completa de um Imperial Stormtrooper!”
Wednesday, April 20, 2011
Opiniões: Bang! nº9 – “Memorial” por Elizabeth Bear
Um conto de ficção científica bem descrito e repleto de uma certa nostalgia carinhosa, na qual a tristeza e a esperança se misturam. O seu único defeito é ser previsível, o que pode ser tolerável ou horrível, dependendo do estado de espírito de quem lê.
No meu caso foi um sólido “nim”. Não odiei, mas também não gostei.
A propósito, embora “Memorial” não seja um mau título, relacionando-se bem com a narrativa, pessoalmente, teria deixado o original: “Tideline”.
Friday, April 15, 2011
Opiniões: Bang! nº9 – “Eu e a fantasia temos uma longa história” por George R. R. Martin
É sempre interessante ler sobre as influências literárias dos autores pela mão dos mesmos, especialmente quando o texto não está repleto de falsas modéstias ou gabarolice.
Nestas páginas, entre outros temas, George R. R. Martin esclarece que a sua relação com a ficção científica e com a fantasia é mais longa e equilibrada do que alguns leitores pensam.
Nestas páginas, entre outros temas, George R. R. Martin esclarece que a sua relação com a ficção científica e com a fantasia é mais longa e equilibrada do que alguns leitores pensam.
Wednesday, April 6, 2011
Opiniões: Bang! nº9 – “Os Crisântemos Africanos” por Jorge Palinhos
Adorei. Um conto onde existe uma demência dark quase terna. No final, não temos a certeza se estivemos, realmente, diante de um conto de dark fantasy, pois as acções do protagonista tanto podem ter uma origem sobrenatural, como ser produto da sua mente perturbada.
Monday, April 4, 2011
Opiniões: Bang! nº9 – “A invasão” por Anderson Santos
Neste conto uma raça de aliens utiliza o consumismo humano (o autor refere também o modismo, mas em português de Portugal essa palavra não tem o mesmo sentido) para conquistar o planeta através de uma marca de toy art (não direi qual, tal como o autor nunca o faz, mas facilmente calcularão qual seja).
Numa ideia brilhante pela sua simplicidade, o autor pegou em algo que todos nós já pensamos sobre a marca em questão e levou-a ao nível seguinte, como se saída dos delírios de um loucos. Tal tema poderia facilmente ter deslizado para a comédia, porém, o modo como foi descrita faz a gargalhada morrer na garganta, à medida que vemos algo aparentemente tão inocente tornar-se dark. O autor caminhou sobre uma linha muito fina, mas conseguiu passar o abismo.
Gostei muito e só espero que ninguém se lembre de o utilizar para uma curta-metragem, pois duvido que lhe conseguisse fazer justiça.
Wednesday, March 23, 2011
Opiniões: Bang! nº9 – “Os mundos imaginários do fantástico português (2ª parte)” por António Macedo
Começando onde o texto anterior acabou, António Macedo faz um apanhado da literatura fantástica em Portugal, desde o início do século XX até aos dias de hoje, compilando uma lista de livros, revistas (algumas das quais que morreram na praia) e blogs.
Como puderam constatar por comentários anteriores este não é o meu género de texto favorito, porém, considero-o extremamente útil para futuras explorações literárias.
Não obstante, achei interessante o autor referir “que de 30 mil pessoas interessadas em downloads gratuitos de material FC&F se passa para 300 ou 400 quando se trata de adquirir um livro do mesmo tipo de material”, ou seja, cerca de 1 ou 1,3%.
Como puderam constatar por comentários anteriores este não é o meu género de texto favorito, porém, considero-o extremamente útil para futuras explorações literárias.
Não obstante, achei interessante o autor referir “que de 30 mil pessoas interessadas em downloads gratuitos de material FC&F se passa para 300 ou 400 quando se trata de adquirir um livro do mesmo tipo de material”, ou seja, cerca de 1 ou 1,3%.
Monday, March 21, 2011
Opiniões: Bang! nº9 - "Colecção Bang! Só Literatura Fantástica (resumo das novidades)" por Luís Corte Real
Tendo a ignorar esta secção da publicidade, lendo apenas a introdução, pois já vi tais novidades e respectivas sinopses nos sites literários (não obstante, aqui ficam as obras referidas e alguns links para os interessados).
Na introdução deste artigo Luís Corte Real indica a irritante tendência (irritante pelo menos para mim) dos géneros literários serem avaliados/representados pelos piores trabalhos. Afinal, é muito fácil desiludir e muito difícil conquistar (pio ainda, reconquistar). Se é verdade que a qualidade de um livro não pode ser avaliada pelo número de exemplares que vende (o maior best-seller de todos os tempos que tem falhas grosseiras no enredo) não deixa de ser perturbante a influência que as modas têm na cultura literária, através da qual as maioria das pessoas se deixa levar por aquilo que chamo o “princípio Costanza”.
"Exílio" por R. A. Salvatore http://www.saidadeemergencia.com/index.php?page=Books.BookView&book_id=675&genre=
"Nação" por Terry Pratcher http://www.saidadeemergencia.com/index.php?page=Books.BookView&book_id=662&genre=
"Seduzida" por P. C. e Kristin Cast http://www.saidadeemergencia.com/index.php?page=Books.BookView&book_id=668&genre=
"Vínculo de Sangue" por Patricia Briggs http://www.saidadeemergencia.com/index.php?page=Books.BookView&book_id=661&genre=
"O Mago Espinho de Prata" por Raymond E. Feist http://www.saidadeemergencia.com/index.php?page=Books.BookView&book_id=678&genre=
"Tatuagem" por Melissa Marr http://www.saidadeemergencia.com/index.php?page=Books.BookView&book_id=660&genre=
"Laços de Sangue" por Charlaine Harris http://www.saidadeemergencia.com/index.php?page=Books.BookView&book_id=657&genre=
"A Promessa de Kushiel" por Jacqueline Carey http://www.saidadeemergencia.com/index.php?page=Books.BookView&book_id=680&genre=&SSID=pbj556gksu6pc8rr2kbf9nm2o5
Na introdução deste artigo Luís Corte Real indica a irritante tendência (irritante pelo menos para mim) dos géneros literários serem avaliados/representados pelos piores trabalhos. Afinal, é muito fácil desiludir e muito difícil conquistar (pio ainda, reconquistar). Se é verdade que a qualidade de um livro não pode ser avaliada pelo número de exemplares que vende (o maior best-seller de todos os tempos que tem falhas grosseiras no enredo) não deixa de ser perturbante a influência que as modas têm na cultura literária, através da qual as maioria das pessoas se deixa levar por aquilo que chamo o “princípio Costanza”.
"Exílio" por R. A. Salvatore http://www.saidadeemergencia.com/index.php?page=Books.BookView&book_id=675&genre=
"Nação" por Terry Pratcher http://www.saidadeemergencia.com/index.php?page=Books.BookView&book_id=662&genre=
"Seduzida" por P. C. e Kristin Cast http://www.saidadeemergencia.com/index.php?page=Books.BookView&book_id=668&genre=
"Vínculo de Sangue" por Patricia Briggs http://www.saidadeemergencia.com/index.php?page=Books.BookView&book_id=661&genre=
"O Mago Espinho de Prata" por Raymond E. Feist http://www.saidadeemergencia.com/index.php?page=Books.BookView&book_id=678&genre=
"Tatuagem" por Melissa Marr http://www.saidadeemergencia.com/index.php?page=Books.BookView&book_id=660&genre=
"Laços de Sangue" por Charlaine Harris http://www.saidadeemergencia.com/index.php?page=Books.BookView&book_id=657&genre=
"A Promessa de Kushiel" por Jacqueline Carey http://www.saidadeemergencia.com/index.php?page=Books.BookView&book_id=680&genre=&SSID=pbj556gksu6pc8rr2kbf9nm2o5
Saturday, March 19, 2011
Opiniões: Bang! nº9 - Ilustrador da capa: Tiago da Silva
No texto apresentado é patente o merecido orgulho de Tiago da Silva pela sua carreira. No que diz respeito aos 5 desenhos publicados na revista gostei da Climate Changes, na qual o verde e o azul quase se fundem, e da Poseidon, onde me agradou a mistura de elementos (o deus dos mares tem uma lata de refrigerante espetada no tridente). As ilustrações Orc e The Dragon Master estão boas, mas não achei muita piada, apesar de terem um tom escuro. O desenho da capa também, mas demasiado light para o meu gosto.
Estes e outros trabalhos (vários dos quais melhores do que os apresentados, na minha opinião) do artista em:
Estes e outros trabalhos (vários dos quais melhores do que os apresentados, na minha opinião) do artista em:
Thursday, March 17, 2011
Opiniões: Bang! nº9 - Editorial intitulado: “vivemos num mundo governado por ficções de todo o tipo” por Safaa Dib
Neste texto, Safaa Dib aponta que o “mundo respeitado da literatura” (o quer que isso queira dizer) ainda é governado pela realidade pura e dura, ao mesmo tempo que se torna cada vez mais fácil identificarmo-nos com os protagonistas das obras de fantasia e ficção científica, não só pelas características do mundo contemporâneo, mas também devido ao esforço de vários autores (esta é a minha interpretação, sendo altamente subjectiva).
À medida que arguiu tal ideia perguntou: “Mas ao retratar fielmente a nossa sociedade estaremos a reflectir sobre ela da forma certa?” Não é, de modo nenhum, a questão mais importante do texto, mas foi aquela que mais me interessou.
Um dos motivos porque me senti atraído pela ficção científica e pelo fantástico (sim, para além dos monstros e batalhas épicas) foi a possibilidade de observar relações, sentimentos e questões sociopolíticas abordadas fora do contexto habitual, sem o peso imediato de tal background, o que dá a oportunidade de abordá-las com uma maior profundidade (sim, a influência dos background continua lá, mas o ligeiro distanciamento permite certos exercícios intelectuais). Pois, assim que removemos as naves espaciais e dragões, o coração (o “sumo da batatinha” como diz Jean-Yves Blot) das histórias baseia-se em questões inconfundivelmente humanas (quer os protagonistas o sejam ou não).
Não estou a dizer nada que já não soubessem. Quem vê X-men apercebe-se imediatamente das questões raciais e sociais inerentes à narrativa. Qualquer livro ou filme pós-Apocalíptico ou Apocalítico debruça-se sobre a fragilidade da civilização e moral humana. The list goes on.
Afinal, não é a própria realidade que criámos um fragmento da nossa imaginação?
À medida que arguiu tal ideia perguntou: “Mas ao retratar fielmente a nossa sociedade estaremos a reflectir sobre ela da forma certa?” Não é, de modo nenhum, a questão mais importante do texto, mas foi aquela que mais me interessou.
Um dos motivos porque me senti atraído pela ficção científica e pelo fantástico (sim, para além dos monstros e batalhas épicas) foi a possibilidade de observar relações, sentimentos e questões sociopolíticas abordadas fora do contexto habitual, sem o peso imediato de tal background, o que dá a oportunidade de abordá-las com uma maior profundidade (sim, a influência dos background continua lá, mas o ligeiro distanciamento permite certos exercícios intelectuais). Pois, assim que removemos as naves espaciais e dragões, o coração (o “sumo da batatinha” como diz Jean-Yves Blot) das histórias baseia-se em questões inconfundivelmente humanas (quer os protagonistas o sejam ou não).
Não estou a dizer nada que já não soubessem. Quem vê X-men apercebe-se imediatamente das questões raciais e sociais inerentes à narrativa. Qualquer livro ou filme pós-Apocalíptico ou Apocalítico debruça-se sobre a fragilidade da civilização e moral humana. The list goes on.
Afinal, não é a própria realidade que criámos um fragmento da nossa imaginação?
Saturday, November 27, 2010
Opiniões: Bang! nº8 – “The Walking Dead – o filme de zombies que não tem fim – de A a BD” por João Miguel Lameiras
Primeiro grande problema com este texto, SPOILERS!!!
É assim, eu não tenho nada contra spoilers, até porque em determinadas séries (um ou dois casos) gosto de saber o que vai acontecer antes do tempo, mas é preciso saber-se fazer a coisa… Se um texto contém spoilers deve assinalá-lo claramente, para que o leitor saiba no que se vai meter.
Segundo, não subscrevo à teoria apresentada pelo autor que estamos a entrar numa nova moda de zombies, visto que estes nunca passaram de moda, se tivermos em conta a cronologia dos livros, filmes, séries, jogos de vídeo e bandas desenhadas que os utilizaram.
Friday, November 26, 2010
Opiniões: Bang! nº8 – “As cidades do segundo esquerdo” por Afonso Cruz
Apresenta um conceito interessante de manipulação espacial e usa um tipo de escrita similar a Mathew Rossi. Gostei da ideia base, não obstante, fiquei com a sensação que faltou algo… Embora seja o primeiro a admitir que no lugar do autor não conseguiria fazer melhor dentro do tema.
Mais alguém sentiu o mesmo?
Wednesday, November 24, 2010
Opiniões: Bang! nº8 – “Fantasia Urbana ou Romance Paranormal – As característica e os segredos dos dois géneros que tomaram conta dos tops” por Safaa Dib
Neste artigo, Safaa Dib fala um pouco sobre a relevância que a fantasia e os seus sub-géneros, nomeadamente, a fantasia urbana e o romance paranormal, têm vindo a ganhar a nível editorial, aproveitando para exemplificar utilizando alguns autores.
O texto está muito bem escrito, porém, mexe com alguns conceitos que me custam imenso a engolir, em particular no que diz respeito à definição dos géneros e sub-géneros. Não vou contestar a sua validade, até porque de nada adiantaria fazê-lo, uma vez que, a partir do momento em que a terminologia é aceite pela maioria passa a ser regra (como o uso de restauração para referir o negócio dos restaurantes e afins, quando a palavra nunca teve essa conotação).
No texto é feita a distinção entre a fantasia épica e a fantasia urbana, indicando que a primeira “envolve cenários de inspiração medievalista, com demandas por guerreiros ou heróis que têm que salvar o mundo do mal” e o segundo “cenários urbanos contemporâneos ou alternativos, centrados em personagens fortes e individualistas que se tornam o foco da acção”.
Muito bem, sim senhor. É impressão minha ou isto são apenas nomes novos para denominar algo que já existia? Fantasia épica é high fantasy (se bem que o selo de “inspiração medievalista” seja um pouco tacanho) e fantasia urbana é low fantasy, podendo qualquer um deles, dependendo do livro, reclamar o direito de se inserirem no sub-género da dark fantasy.
Como imaginam, o meu principal problema com estas definições é o facto de, indirectamente, balizarem Crónicas Obscuras – A vingança do lobo dentro da fantasia urbana, quando o livro pertence à low fantasy/dark fantasy. Castigo que eu estaria disposto a aceitar, não fossem as óbvias incongruências.
Opiniões: Bang! nº8 – “Novas vagas, novas capas” por Pedro Piedade Marques
“Quando a ficção científica ousou não se parecer com ficção científica” este subtítulo é a apresentação ideal para o texto onde apreendemos um pouco sobre a história das capas deste género literário, nomeadamente no que diz respeito à sua evolução.
Gostei do texto, é educativo e aborda um tema que me interessa. Eu sei, não devemos julgar um livro pela sua capa, sendo o conteúdo muito mais importante, porém, não me lixem, como principal “cartão de visita” de uma obra, a capa não pode ser deixada ao acaso.
Quem já não foi atraído ou repelido por uma capa?
Opiniões: Bang! nº8 – “Felicidade” por Inês Botelho
Este pequeno conto descreve-nos uma realidade em que a legislação sobre os hábitos individuais é levada ao extremo.
Gostei, o que é dizer muito tendo em conta que odiei as narrativas anteriores de Inês Botelho. A autora parece ter evoluído bastante.
Tuesday, November 23, 2010
Opiniões: Bang! nº8 – “Legolas: rói-te de inveja (o nascimento de uma lenda)” por R. A. Salvatore
Mais do que uma oportunidade de sermos apresentados ao elfo negro Drizzt Do’Urden, criado por R. A. Salvatore em 1987, este texto dá-nos a conhecer um pouco sobre o processo criativo do autor.
Gostei, particularmente, de constatar que Salvatore tem a mesma relação com a sua personagem, que eu desenvolvi com as minhas (imagino que a maioria dos autores partilhem tal ligação). Refiro-me ao facto de sermos os seus criadores, mas não os seus mestres. A partir do momento em que é concebida e a sua personalidade definida, uma personagem ganha um certo nível de autonomia que deve ser respeitado (tema que acaba por relacionar-se com o que foi dito por Peter V. Brett, na sua intervenção “Characters and Characterization”, no decorrer do 5º Fórum Fantástico).
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