Pages

Showing posts with label Sangue. Show all posts
Showing posts with label Sangue. Show all posts

Wednesday, September 23, 2009

Dadores


  Tal como nós, os vampiros têm necessidade alimentares diferentes de indivíduo para indivíduo e de noite para noite. Por outras palavras, nem todos aqueles que são apanhados pelas presas dos vampiros são sugados até ao tutano.

  Os vampiros podem alimentar-se de diversas fontes, por diversos meios, alguns tão discretos que as suas vítimas nem se apercebem, contudo, as fontes de sustento mais interessantes e sobre as quais falo neste post são os dadores.

  Dadores são humanos que, voluntariamente e conscientemente, se oferecem como alimento aos vampiros. 

  Os motivos para o fazerem são vários. Alguns deixam-se seduzir pela mística dos filhos da noite, outros acham a experiência sexualmente estimulante e há ainda quem tenha a esperança de ser transformado num deles.

  Claro que estes são os chamados dadores parciais, aos quais apenas é sugada uma pequena porção doe sangue. Com os dadores totais a história é diferente.

  Uma vez que são sugada até à morte, o número de voluntários não é tão alto como os dadores parciais. Regra geral as suas fileiras são preenchidas por doentes terminais ou indivíduos com tendências suicidas.

Torpor


  Estado de hibernação/coma em que um vampiro pode cair voluntária ou involuntariamente. É desta condição que vêm os mitos sobre os filhos da noite dormirem em caixões ou na própria terra durante o dia.

  Os estudiosos entre os sugadores de sangue acreditam que esta capacidade foi desenvolvida como um defesa contra a falta de alimento. Se os níveis de sangue no sistema de um vampiro baixarem até valores perto do zero, quer por perda de fluído vital, subnutrição ou se o filho da noite se alimentar durante demasiado tempo com sangue de baixa qualidade (animal ou de cadáveres) o corpo do morto-vivo desliga e entra nesta espécie de coma. Como é que isto o protege? O vampiro continuará em coma até que algo o desperte, como a aproximação de uma possível vítima ou uma alteração drástica no meio circundante.

  Ao acordar com pouco sangue no organismo, o vampiro está longe de ser tão perigoso como antes, contudo, a energia que economizou é, normalmente, suficiente para alcançar a fonte de alimento e tirar-lhe o que precisa. Nesta situação ele encontra-se reduzido a um estado atordoado e meio animalesco em que deseja apenas saciar a sede.

  Todavia, um vampiro também pode entrar em Torpor, voluntariamente. As razões variam. Alguns fartaram-se de um mundo infectado por humanos e preferem dormir através das décadas, acordando ciclicamente para espreitarem se as coisas melhoraram. Outros têm tantas dificuldades em adaptarem-se às mudanças, que preferem dormir. Existem sempre aqueles que vêem no Torpor uma solução para evitar o perigo e manterem-se discretos.

  Independentemente dos motivos, aquele que recorrem a esta hibernação, dormindo através de anos ou décadas, continuam a ter acordar volta e meia para se alimentarem e, assim, manterem as reservas de energia. Os intervalos variam de vampiro para vampiro, porém, uma coisa é certa, está no interesse de qualquer humano não lhe interromper o sono…

Tuesday, September 22, 2009

Sangue


  A questão que moldou os vampiros como espécie e como indivíduos é o facto de precisarem de sangue humano para existirem.

  Um vampiro pode sobreviver com sangue animal ou mesmo dos mortos durante algum tempo, porém, eventualmente, acaba por ter uma reacção semelhante à de um humano que não coma alimentos frescos ou de boa qualidade. Uma espécie de intoxicações alimentar, na forma de um enfraquecimento da sua condição física e capacidades de regeneração. Em casos extremos o efeito é similar à não ingestão de sangue durante longos períodos, o metabolismo baixa até entrar em Torpor. Normalmente, o vampiro recupera, contudo, existe sempre possibilidade do seu cérebro sofre alguns danos.

  Por exemplo, amnésia é comum em vampiros mais velhos. Afinal, quem não se esqueceria onde deixou as chaves quando se está “vivo” à 3 mil ou 4 mil anos? Todavia, privações severas da alimentação podem causá-lo a vampiros muito mais novos, mesmo com poucas décadas de existência.

  Os seus corpos não precisam de ar ou de qualquer outro elemento necessário à existência da maioria das criaturas, mas sem sangue não se podem suster.

  A tecnologia moderna providenciou-lhes novos e aperfeiçoados recursos. Sangue doado, uma vez que foi retirado de um organismo humano ainda vivo, é uma alternativa ao plasma quente tugado directamente de pescoços humanos, desde que seja mantido em boas condições de conservação para preservar todos os seus nutrientes.

  Em tempos idos, um vampiros podia sempre drenar um humano e colocar o seu sangue num frasco, porém, actualmente, os sistemas de refrigeração ultrapassam em muito as cisternas a nível da durabilidade do material armazenado.

  Claro que muitos vampiros continuam a preferir caçar as suas vítimas ou mesmo manter um círculo leal de dadores.